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"[...] o conjunto flui como a espiritualidade e a beleza de um rio."

José Antonio Gonçalves

 

Era um garoto que amava os discos de rock progressivo, um futuro progressivo, a geleia geral que nos formava, aquela coisa toda. Conheci Sérgio no início dos anos 80. Em comum vivíamos tempos de um desejo voraz pelo mundo novo que existia em nossos sonhos, um amor imensurável pela humanidade, as possibilidades do urbano, as coisas musicais e artísticas. O viver era um expressar único, indispensável. Também era nossa uma coragem irresponsável que nos tornava deuses imortais.

Sérgio sempre escreveu com a boca aberta, a adorável e afinada voz escancarada, devorando o ar, mastigando as esquinas, as noites boêmias que exalavam notas de saxofone e almíscar. Não há no seu texto placidez que não se desminta, serenidade que não sangre apaixonada. Suas musas vestem e despem seus dias e neles nenhuma paixão é vã. Ele nunca desistiu do amor.

“Haveria a possibilidade de um amor à superfície?” - ele pergunta a certa altura.

Não sei o que pretende, aonde quer chegar, com tanto amor! Não sabe que vivemos um mundo que aplaude, goza e comemora o ódio, a dor, o desamor? Seu olho prefere compor cenas que miram os pequenos tesouros cotidianos, as “Fidelidades à mesa; café, pão, amor e lembranças penduradas em todas as paredes”.

Existe uma escolha consciente em mirar no que pode nos salvar do desastre mundano. Sérgio não desiste do amor e nem da literatura e só podemos agradecer por isso.

Marília Gonçalves

 

Sergio Ravi Rocha Odin nasceu entre os bairros da Zona Norte Jardim São Paulo e Santana. Desde sempre apaixonado por música, seu primeiro poema surgiu como uma letra de música escrita quando tinha por volta dos dez anos, “olhe no céu/há um disco voador/talvez traga guerra/talvez traga amor”.

Filho de Oxóssi, afilhado de Exu, sabia que Oxum o socorreria quando a coisa apertasse. Pai, avô, escritor, poeta, cronista, contista, editor e quem sabe o que mais – desde que tenha a ver com as palavras. Foi curador e apresentador do Sarau da Sede, ministrou vivências literárias, além de organizar eventos voltados ao ofício das artes.

Teve dois livros publicados, Terceiro fragmento de um amor conspurcado (J. Andrade Editora, Aracaju, 2011) e Depois da chuva um poema (Triver Studio, São Paulo, 2018), além de diversas participações em coletâneas e revistas físicas e virtuais. Este Crônicas de amor urbano e um conto juvenil deve seu título a Guilherme Xavier, também conhecido por Oliver PickWick, já que foi este quem cunhou a expressão “crônicas de amor urbano” ao comentar, certa feita, no seu blog “A trama bacana”, um texto meu.

 

148 páginas

Ano de lançamento: 2024

ISBN: 978-65-83068-02-6

Apresentação: José Antonio Gonçalves

Orelhas: Marília Gonçalves

Ilustração da capa: Marcos Tedeschi

Projeto gráfico: Vagner Mun

Preparação: Teresa Vieira

Revisão: Marcos Vinicius Ortella

Edição: Marina Ruivo