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Poemas brutos, engatilhados, prontos para o disparo. É puxar o ferrolho e ver: o país em ruínas, Feio! Bruto! Estúpido!, em decomposição moral, ética e afetiva. Márcio Dal Rio encarna em poemas da violência não a beleza da ferida, mas ferida e faca, na sintaxe dura, sem ornamentos e subterfúgios poéticos.

Ferida e faca juntas, expostas nas dobras de corpos comuns: os nossos.

O poema não consola, vem armado à frente, mas também ao lado da barbárie que se infi ltra no cotidiano, no intolerável instante do colapso: vida/morte, denúncia/delírio, vítima/assassino.

Nada aqui é panfletário. Na perturbadora polifonia que habita as bordas do real, uma estranha ternura escorre do corpus periférico, exausto e exaurido, social e politicamente.

É poesia escrita com sangue para <nos> lembrar que – numa lírica manhã de domingo – pessoas estão desistindo. E o poeta

escreve porque Márcio Dal Rio não pode desistir de escrever.

Pow!

por Geruza Zelnys

 

Márcio Dal Rio nasceu em Mococa-SP, em 1973, cidade em que voltou a viver, desde 2020. Passou por mais de trinta anos em São Paulo, onde participou das coletâneas Palavras de poetas III e IV (Editora Physis, 1994 e 1995), e a seleta ganhadora do ProAC Transitivos (OFF Produções Culturais, 2011). Em 2016, venceu o Prêmio Maraã de Poesia promovido pela Editora Reformatório com apoio da Academia Paulista de Letras, por meio do qual teve seu primeiro livro publicado, Balada do crisântemo fincado no peito (Editora Reformatório, 2017). Em seguida, esteve nas coletâneas Carne de Carnaval (Patuá) e Curva de rio (Giostri), ambas de 2017, sendo a última resultado de sua experiência no Clipe da Casas da Rosas (turma de 2016).

 

128 páginas

Ano de lançamento: 2025

ISBN: 978-65-83068-16-3

Revisão: Walter F. Nogueira

Assistente editorial: Maria Paula Lucena Bonna

Diagramação: Vagner Mun

Ilustração para a capa: Tolentino Ferraz

Edição: Marina Ruivo