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Décimo segundo livro do poeta Fernando Naporano.
"Um livro azul-cadente, em versos de lava & estrelas impossíveis."
Uma voz singular, nos tempos que correm, em que formas sutis de ditadura e censura se fazem sentir, tempos em que a mediocridade é um valor, por isso é de grande doçura, poder ouvir a voz de um espírito livre. A poesia e a liberdade são irmãs siamesas e o poeta, se é poeta, desafia o coro dos contentes, simplesmente por ser.
Fernando, além de músico, é um grande poeta. Maneja as imagens com maestria, herdeiro de um surrealismo muito próprio, criando paisagens inusitadas e de impactante beleza. Seus mundos intrigantes estão repletos de mistério, melancolia e paixão. Nos encontramos em águas profundas, ele pisciano e eu carangueja, mares estéticos e filosóficos, onde partilhamos o amor pelo grande cinema. Será esse, talvez, um dos adubos para o incrível jorro de imagens de sua poesia.
por Daniela Pace
Manter uma aliança com o onírico e com algumas premissas do Romantismo de Goethe e cia. é para poucos, é alto o preço que se paga pelo tensionamento das linhas temporais em nome da afirmação da sensibilidade como vetor de uma vida, pelo mergulho no poema fora de uma intencionalidade que não seja a do poema em si. A poética de Naporano não é uma carta marcada de crédito do banco literário, trata-se de um dos últimos líricos exilados no próprio país sem lugar do capitalístico, ele é uma fênix das margens, atuando em uma faixa marginal há décadas, com diversos livros que são cada um ao seu modo: portais. Para onde? "O efeito do diamante / que derretia-se até perder o nome" sussurra como se indicasse uma senha este verso do poema "Invocação Noturna Em Transparências".
por Marcelo Ariel
Fernando Naporano escreve poesia desde a infância. Tem dez livros publicados em países como Espanha, Portugal e Inglaterra. É músico, jornalista e professor. Publicou críticas, ensaios e entrevistas nos maiores veículos da mídia brasileira por 25 anos. Executou vários trabalhos em rádios, televisão e companhias discográficas. Pilotou a cultuada banda Maria Angélica Não Mora Mais Aqui, com a qual gravou três LPs. Sem raízes, cidadão do mundo, já viveu em Los Angeles, Madrid, Lisboa, Lanzarote e Londres.
136 páginas
Ano de lançamento: 2024
ISBN: 978-65-981317-8-4
Ilustrações: Bob Nieuwenhuis
Transposição das ilustrações: Achim Berral
Projeto gráfico: Guilherme R. Lobo
Revisão: Ana Clara Matheus
Edição: Marina Ruivo